Oi pessoal!
A cada dia me surpeendo mais com a dermatologia! Vimos uma paciente de aproximadamente 40 anos, que procurou o dermatologista há um ano, apresentando eritema nodoso em membros inferiores (semelhante a figura acima). Lembrem-se que
nódulo é uma lesão mais palpável que visível, maior que 1 cm. Neste caso, as lesões eram múltiplas de até 2 cm, nodulares, inicialmente avermelhadas que depois tornaram-se hiperpigmentadas e dolorosas. A biópsia das lesões mostrou formação de células gigantes e granuloma, bem característico de tuberculose, porém o RX de tórax não evidenciou lesão pulmonar característica e a baciloscopia era negativa (seria uma tuberculose extra-pulmonar?). Da mesma forma, ela fez o tratamento com anti-tuberculínicos por 6 meses no posto de saúde. Durante os 5 primeiros meses de tratamento, as lesões sumiram permanecendo apenas as manchas hipercrômicas nos locais, mas no 6º mês os nódulos recidivaram.
O interessante é que ela descobriu a TB (tuberculose) devido a presença do eritema nodoso, que é uma erupção cutânea nodular, dolorosa, resultante de uma reação inflamatória no tecido subcutâneo subjacente e pode recidivar. A patogênese não é bem definida, mas sabe-se que é uma forma de hipersensibilidade mediada por células desencadeada por agentes infecciosos, medicamentos ou doenças malignas.
Um diagnóstico diferencial é a farmacodermia (reação de hipersensibilidade a drogas) que também pode se manifestar como eritema nodoso, por este motivo foi suspenso o uso do anticoncepcional início do tratamento.
A paciente está sendo acompanhada pela clínica médica e pela dermatologia. Pelo que notei, a dermatologia acredita que a causa do eritema nodoso é tuberculose e o que reforça isso é a biópsia. Já a clínica médica parece estar em dúvida entre farmacodermia e TB, pois não encontraram achados pulmonares característicos de TB.
Até mais...
A paciente está sendo acompanhada pela clínica médica e pela dermatologia. Pelo que notei, a dermatologia acredita que a causa do eritema nodoso é tuberculose e o que reforça isso é a biópsia. Já a clínica médica parece estar em dúvida entre farmacodermia e TB, pois não encontraram achados pulmonares característicos de TB.
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