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domingo, 24 de janeiro de 2016

Mãe Médica: Amamentação na Prática!

Olá pessoal!

Como sabem sou super incentivadora do Aleitamento materno, participei de estágio voluntário no Banco de Leite durante a Faculdade de Farmácia, aprendi muito sobre o assunto durante a Faculdade de Medicina e já fiz campanha aqui no blog Aleitamento Materno é Tudo de Bom. Agora meu baby boy Bernardo nasceu, e a amamentação na prática?!
 
Quando conversava com as novas mamães, elas falavam que no início era difícil amamentar, mas não falavam qual era o problema e como o solucionava. Assim,  resolvi compartilhar com vocês, colegas da área da saúde, mães e futuras mamães, qual foi minha principal dificuldade.
 
No 3º dia de vida do Bernardo, quando o leite realmente apareceu (antes era o famoso colostro), ele começou a recusar a amamentação. Chorava muito e não pegava o seio. E claro, a mãe chora junto, como as pessoas falam. 


Comecei a buscar o que estava acontecendo... Afinal, a sucção dele era boa, eu tinha leite, mas a posição estava errada?! O seio estava muito "cheio"?! Ambos dificultam a amamentação.
Então, usei aquela Bomba Tira Leite Manual da Avent (sem conflito de interesse), o que ajudou na mastalgia e facilitou a pega, logo começou a aceitar a amamentação, parecia um milagre!!!  Coencidência ou não, minha amiga logo passou exatamente pela mesma situação. Isso deve ser mais comum do que eu imaginava. 

Outra dica é o uso da pomada Lansinoh para evitar ou cicatrizar fissura mamilar, sempre que necessário ou entre as mamadas. Não precisa retirá-la ao amamentar.

Agora é só beber muita água e comer bem para continuar produzindo leite. Descansar também é indicado, mas isso é mais complicado neste momento rsrs. 

Aos poucos vou postando a vida real de uma mãe médica, comparando a teoria com a prática. Nem preciso dizer que estou fazendo um "intensivão" para os próximos plantões de pediatria, né?!

Até mais!!!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Dermatopediatria: Atenção ao Uso de Corticosteróides Tópico!

Olá queridos e queridas,



No fim de semana participei do III Simpósio Internacional de Especialidades Pediátricas no Hospital Israelita Albert Einstein, onde foram apresentados temas relevantes de diversas especialidades, inclusive referentes à Dermatopediatria. 

Como sabem, sou apaixonada pela dermatologia e estou trabalhando com crianças no momento. As doenças dermatológicas na infância são bastante comuns no consultório médico. Ao contrário do que muitos colegas comentam brincando: "Não sabe o que é passa corticoide, que melhora". Os corticoides ou corticoesteróides, inclusive tópicos devem ser prescritos com muito cuidado. Claro que ele é essencial e maravilhoso, se usado de forma correta e para a doença certa.


Reforçando esse cuidado, no Simpósio foi citado casos onde o corticoide tópico foi fatal. Entre esses, um caso sugestivo de Dermatite Atópica onde foi aplicado corticoide tópico em todo o corpo do bebê por algumas semanas, o mesmo evoluiu para óbito após Insuficiência Aguda da Supra-renal e Imunossupressão. Outro caso, que não pode ser confundido e prescrito corticoide tópico ou oral é na Varicela, a famosa catapora, onde o uso dessa droga pode fazer com que a doença evolua para forma grave.

Entre os corticoesteróides mais prescritos estão: Betametasona, Clobetasol, Dexametasona, Desonida, Hidrocortisona, Prednisona, Prednisolona...

Enfim, este post é um ALERTA à todos que amam usar corticoide tópico ou oral sem orientação médica. Lembrando que apesar dos riscos, se usado de forma correta pode salvar vidas.

Até mais...

Vanessa Casteli

sábado, 26 de janeiro de 2013

2ª Semana de Internato: Histórias do Pronto-Socorro!

Olá queridos leitores, tudo bem?


Ultimanente os posts estão meio "deprês", porque o setor que estou, urgência e emergência, não ajuda muito. Todo caso, vou continuar dividindo um pouco da minha rotina com vocês, ok?!

Lembram do paciente infantil com suspeita de linfoma que comentei no post anterior?! Então, ele teve alta hospitar no final de semana passado, mas não fecharam o diagnóstico, segundo a professora provavelmente era uma infecção. Tomara mesmo, mas qual infecção??? Confesso que não gosto dessa história de liberar paciente sem diagnóstico confirmado. 

Essa semana reencontrei um paciente que conheci ano passado, até comentei sobre ele com vocês... aqui!

Na verdade, fiquei muito feliz em ver que ele está vivo, pois não tive mais notícias até então. Porém, logo verifiquei que ele voltou porque o caso dele não foi resolvido, ele ainda reclama de cefaléia e o tumor está lá. Agora, a equipe está aguardando a concessão da liminar para autorizar a biópsia do tumor cerebral pelo SUS, para então decidirem qual o melhor tratamento. Provavelmente este será cirúrgico. Só espero que mesmo com toda essa burocracia dê tempo de salvá-lo!

Resumo da semana... Todos já sabem que o Pronto-Socorro é uma loucura, mas a maioria de vocês não imaginam o quanto!!! Jamais pensei em ver tanta coisa assim na minha vida... No box de emergência, o que mais atendemos todos os dias são vítimas de acidentes com moto, até pensei em fazer uma campanha "digam não às motos" (risos).

Ótimo final de semana!!! Até mais...

sábado, 29 de dezembro de 2012

Mitos e Verdades sobre o Aleitamento Materno!

Olá pessoal,


O ano está no finalzinho, então vamos concluir nosso projeto:"Aleitamento Materno é Tudo de Bom"?! O nosso 6º post sobre o assunto será sobre os mitos e verdades sobre o aleitamento materno...

MITOS:
  • O primeiro super mega mito é aquele papo de "meu leite é fraco"! Já conversei com vocês nos posts anteriores que isso realmente não existe, até o colostro (leia mais) é importantíssimo  para a saúde do recém-nascido.
  • "Deve ter horário para amamentar o recém-nascido". Não, nos primeiros meses é normal o bebê não ter horários fixos e tempo exato de permanência na mama, por isso deve ser alimentado com leite materno em livre demanda, em média um bebê que mama exclusivamente no seio se alimenta de 8 a 12 vezes ao dia. Ah, lembrem-se que é importante esvaziar toda a mama para depois oferecer a outra, pois o leite posterior (final da mamada) tem maior quantidade de gordura e oferece mais saciedade ao bebê.
  • "Não tenho leite". A hipogalactia pode ocorrer em 3% das mulheres, ou seja, é raro. Na grande maioria dos casos a mãe fica ansiosa, não espera a descida do leite ou não estimula a mamada colocando o bebê para sugar e, já inclui o leite de fórmula e/ou mamadeira.

VERDADES:
  • A alimentação da mãe interfere no leite. Sim, a alimentação da nutriz deve ser balanceada, rica em vitamina A e derivados do leite, ingerir muita água e nada de dietas ou remédios para perder peso.
  •  Chupeda, bicos, chucas e mamadeiras interferem no aleitamento materno. Com certeza, além de influenciar negativamente no desenvolvimento da face, estes itens não forçam o bebê a sugar como no seio, assim eles entendem que a mamadeira é mais fácil que o bico do peito, desestimulando o aleitamento materno. O leite de fórmula também age desta maneira, pois é mais "gostozinho" do que o leite da mãe.
  • O leite materno não precisa ser complementado até os 6 primeiros meses de vida, nem mesmo com água. Sim, sim, sim, por mais que as mães achem que o bebê sente sede só ingerindo seu leite, isso não é verdade, pois a composição do leite materno é equilibrado para o organismo do bebê, inclusive a de água e eletrólitos. Se acharem que o bebê está com sede, ofereça o seio! 

Todas as informações deste projeto foram retiradas de materiais didáticos e do Manual de Atenção Básica nº23 do Ministério da Saúde. Espero ter contribuido um pouquinho e ter convencido vocês que o "Aleitamento Materno é Tudo de Bom"!!!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Aleitamento Materno: Cuidados com a Mama!

Olá queridos e queridas,


Continuando nosso projeto: "Aleitamento Materno é Tudo de Bom"... Neste post vamos falar sobre os cuidados com a mama, afinal como profissionais da saúde é de extrema importância sabermos orientar nossas pacientes.

  • Quando a mama estiver tensa por estar muito cheia de leite é recomendado que antes de amamentar a mulher faça a ordenha manual da aréola e massagem delicadamente com movimentos circulares, assim esvaziando um pouco a mama a pega será facilitada e a mulher sentirá mais confortável, além de prevenir a ocorrência de mastite. Este manejo pode ser utilizado se a mama estiver tensa, como citei, ou no ingurgitamento mamário.
  • A sustentação da mama com uso ininterrupto de sutiã com alças largas e firmes alivia a dor e mantem os ductos em posição anatômica. Indicado para todas mulheres em amamentação, principalmente as que apresentam ingurgitamento mamário.
  • As compressas frias ou (gelo envolto em tecido) ajudam aliviar a dor e o edema, mas devem ser realizadas após ou no intervalo das mamadas, por no máximo 20 minutos, para não ocorrer o efeito contrário (rebote). Nada de compressas quentes, ok?!
  • É importante manter os mamilos secos, assim deve expo-los ao ar livre e à luz solar, lembrando que a luz solar tem ação cicatrizante sobre os mamilos machucados (nada de exageros). Também vale lembrar que se tiver vazamento de leite é importante trocar o forro ou sutiã.
  •  Não utilizar produtos que retiram a proteção natural do mamilo, como sabão, álcool ou qualuqer produto secante.
  • Deve-se colocar o dedo indicador ou mínimo no canto da boca do bebê antes de retirá-lo do peito se a amamentação precisar ser interrompida, evitando assim lesão mamilar.
  • Não utilizar protetores de mamilo, pois não são eficazes e podem causar lesão no mamilo.
  • A má pega também pode causar lesões mamilares, aprenda como deve ser a pega adequada aqui! 
 A mamãe deve cuidar da mama para evitar intercorrências ou evitar complicações se essas já estiverem presentes. Sempre procure seu médico se dúvida ou se perceber alguma alteração.

Estamos quase acabando nosso projeto... O próximo e último será sobre "mitos e verdades sobre o aleitamento materno".

Até breve!!!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Aleitamento Materno: Vantagens para a mãe!

Olá leitores queridos,


Continuando nosso Projeto, "Leite materno é tudo de bom"( Parte 4), vamos conversar um pouco sobre as vantagens para a mamãe desse ato de amor.

A amamentação aumenta o laço afetivo entre mãe e filho, deixando ambos mais confiantes e seguros, além disso, outros benefíos já foram comprovados, como:

  • Diminui sangramento pós-parto e o útero volta mais rápido ao tamanho normal.
  • Evita nova gravidez, pois é um excelente método anticoncepcional nos primeiros 6 meses após o parto, desde que esteja alimentando o bebê exclusivamente com o leite materno e não tenha menstruado ainda.
  • Protege contra o câncer de mama, diminui o risco em 4,3% a cada 12 meses de amamentação. Fato!!!
  • Dimunui o risco de desenvolver diabetes tipo 2, este diminui 15% a cada 12 meses de lactação.
  • Menor custo financeiro, afinal não precisa comprar leite de fórmula ($$$) e protege mais o bebê contra doenças, assim economiza com internação e medicamentos.
  • Volta ao peso habitual mais rápido (todas adoram essa parte, risos.)
Realmente, a amamentação só traz benefícios para a mãe e para o bebê. Incentive a amamentação e procure informações para orientar corretamente a mãe. Nada contra os conselhos da vizinha ou da tia, mas já vi muitas crianças desnutridas ou alimentadas de forma errada por conta das mães terem parado de amamentar antes da hora e introduzido precocemente outros alimentos por conta destes "conselhos". 

Lembre-se... Não existe leite fraco!

No próximo post, falaremos sobre os cuidados com a mama. 

Até mais :)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Aleitamento Materno é Tudo de Bom: Parte 3!

Olá pessoal,

Continuando nosso Projeto: Aleitamento Materno é tudo de bom... O assunto deste post será sobre a técnica correta de amamentação. Esse tema é importante para as mulheres que estão ou que irão amamentar e, claro, para todos os profissionais da área da saúde, afinal sempre devemos estar preparados para orientar essas pacientes.

Vocês sabiam que a má pega, ou seja, a técnica incorreta pode trazer consequências para a mãe e para o bebê? Algumas delas são:
  • Fissuras mamilares e até mastite (infecção bacteriana na mama);
  • Ingurgitamento mamário, que também gera mastite e abscessos na mama;
  • O bebê tem dificuldade de retirar o leite, assim não ganha peso e mama com mais frequência;
  • O bebê não desenvolve bem a mandíbula;
Notaram a importância de uma técnica correta na hora da amamentação?! Então, vamos aprender no que consiste essa técnica...
A mãe deve estar em uma posição confortável, o bebê bem apoiado com a cabeça mais alta que o troco, mas alinhada com o corpo. A cabeça do bebê se apoia no braço da mãe e a mão da mãe apoia a nádega do bebê.

A boca do bebê deve estar bem aberta, de forma que abocanhe todo o mamilo e quase toda a aréola. Ficando visível mais aréola acima da boca do bebê, o lábio inferior invertido, o queixo toca a mama e a narina fica livre.

 "Olho no olho" e "barriga com barriga". 
A mãe pode observar a movimentação da mandíbula e ver ou ouvir a deglutição.

A mãe pode apoiar a mama de maneira que a aréola fique livre, não sendo recomendado que a mãe apoie com os dedos em forma de tesoura, pois pode servir de obstáculo para a boca do bebê.

A mãe deve estar tranquila e não sentir dor. Afinal, esse é um momento prazeroso para a mãe e para seu bebê, onde há troca de olhares e carinhos. Se a aréola estiver tensa e a mama estiver dolorida porque está muito cheia, a mãe deve retirar manualmente um pouco de leite antes de oferecer a mama para seu bebê.

No próximo post, irei falar sobre os benefícios da amamentação para a mãe. Até mais :)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Aleitamento Materno é Tudo de Bom: Parte 2!

Olá queridíssimos leitores,

Continuando nosso projeto "Aleitamento é TUDO DE BOM"... Vamos falar sobre a composição do leite materno hoje.

Muitas mulheres falam que seu "leite é fraco" ou que o famoso "colostro" não é nutre seu bebê, tuuudo isso é mito! Para quem não sabe... O colostro é o leite materno dos primeiros dias (até 7º dia) após o parto, ele tem mais proteínas e menos gorduras que o leite maduro. Além disso, é rico em:
  • Anticorpos materno e leucócitos, por isso protege contra infecções e alergias.
  • Betacaroteno, precursor da vitamina A, que reduz a gravidade de alguma infecções, como sarampo e diarréia.
  • Fatores de Crescimento, aceleram a maturação intestinal, por exemplo.
  • Ação laxativa, importante para o bebê expulsar o mecônio, ajudando assim, a prevenir icterícia (cor amarelada na pele por aumento de bilirrubina).
Perceberam como o colostro não tem nada de fraco?! Ele é perfeito para estes primeiros dias de vida do bebê. Ah! Claro, por ter baixa concentração de gordura, não dá tanta saciedade, por isso o bebê mama toda hora.


O leite maduro é aquele secretado após o 7º-10º dia pós-parto, sendo este dividido em leite anterior e posterior. A principal diferença é que o leite posterior tem mais concentração de gordura (calorias) e aumenta a saciedade, este leite é aquele do final da mamada. Por isso, a importância da mãe deixar o bebê mamar bem em cada mama.

O leite maduro é riquíssimo em elementos de defesa. Lembrem-se que o recém-nascido não tem seu sistema de defesa (imunológico) maduro ainda! Alguns destes elementos presentes são: Imunoglobulinas (Ig) A secretora, M, G, Vitamina A, C e E, lactoferrina, lactoferricina, lisozima, fator bífidus, K-caseína, alfa-lactoalbumina... Acho que já notaram a quantidade de elementos esse leite tem, de maneira geral, eles fazem de tudooo para não deixar nenhum patógeno causar infecção no bebê.


Além disso, o leite materno apresenta:
  • Ferro melhor absorvido do que o ferro do leite de vaca;
  • Melhor proporção cálcio e fósforo (2:1) ajudando a absorção pelo osso;
  • Ácidos graxos essenciais em maior quantidade, que auxilia na mielinização (desenvolvimento e inteligência);
  • Proteína em quantidade adequada e de fácil digestão, já o leite de vaca apresenta em quantidade excessiva e de dificil digestão, por isso a sensação de saciedade é maior com o leite de vaca;
  • Quantidade de água suficiente no leite materno para o bebê, já no leite de vaca é insuficiente, sendo assim necessário oferecer extra.
  • Vitaminas suficientes e elementos de defesa, já o leite de vaca não tem.
Você tem dúvida que o leite materno é tudo de bom e miiil vezes melhor que o leite de vaca para o bebê?!

O próximo post será sobre a técnica correta de amamentação. Até mais :)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Aleitamento Materno é tudo de bom: Parte 1!

Olá queridos e queridas,

 Já faz um tempo que estou com vontade de postar sobre o aleitamento materno. Esta surgiu após eu notar que mesmo com as campanhas destacando que "é importante amamentar EXCLUSIVAMENTE até os 6 meses de vida", muitas mãe acabam desanimando por algum motivo, ou porque realizam a técnica errada, ou porque escutam mitos sobre o assunto.

Então, resolvi fazer o projeto "Aleitamento Materno é tudo de bom!" aqui no blog. Dividi em partes, com os seguintes assuntos:
  1. Importância para o bebê;
  2. Composição do leite materno;
  3. Técnica correta de amamentação;
  4. Vantagens para a mãe;
  5. Cuidados com a mama;
  6. Mitos e Verdades.
Lembrando que essas informações são importantes, principalmente, para profissionais da saúde, futuras mamães e para as mulheres que estão amamentando. Então vamos ao que interessa...


Como eu disse, muitos sabem que o aleitamento materno exclusivo (só leite mesmo, nem água) é muito importante desde o nascimento até o 6º mês de vida e, leite materno complementar até os 2 anos de idade ou mais. Mas qual a importância disso para o bebê? 

Evitar mortes infantis: A mortalidade de doenças infecciosas é 6 vezes maior em crianças menores de 2 meses que não recebem leite materno e 25 vezes maior, em crianças menores que 2 meses, de morrerem por diarréia.  

Evitar infecção respiratória: O risco da criança menor de 3 meses, não amamentada, internar por pneumonia é de 61 vezes mais do que as amamentadas. A amamentação previne otite e outras infecções respiratórias.

Diminuir o risco de alergias: Tanto alergia à proteína do leite de vaca, quanto a dermatite atópica e asma.

Diminuir o risco de hipertensão, diabetes e colesterol alto: Já adianto que previne diabetes tipo 2 na mãe que amamenta também.

Reduz a chance de obesidade.

Melhor nutrição: O leite materno tem todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento do bebê.

Efeito positivo na inteligência: Otimiza o desenvolvimento cerebral.

Melhor desenvolvimento da cavidade bucal: A criança faz exercício na retirada do leite, que é importante para o desenvolvimento da cavidade oral, alinhamento correto dos dentes e uma boa oclusão dentária. O desmame precoce pode fazer com que a criança apresente prejuízos na mastigação, fala, respiração (respirador bucal) e alteração motora-oral.

Promove vínculo afetivo entre mãe e filho: Fortalece o laço mãe e filho, transmite segurança e proteção no bebê e, autoconfiança na mulher.

Todos estes dados são baseados em estudos e quanto mais mamar no peito, menores serão os riscos para o bebê. A mãe também adquire diversas vantagens com o aleitamento, explicarei melhor na parte 4.

Ah! Por mais que muitas mães teimam, não é necessário das água para os bebês que se alimentam apenas do leite materno. Lembre-se que o leite materno mata a fome e a sede! 


domingo, 16 de setembro de 2012

União da Obstetrícia e da Neonatologia: Sensação incrível!

Olá queridos (as),


Como vocês já sabem, estou no 8º semestre de medicina, que na minha faculdade estudamos ginecologia/obstetrícia e pediatria neste período. Pois bem, vou compartilhar com vocês um pouco da sensação maravilhosa que senti esta semana. Coisas que a medicina proporciona...

Desde o início deste semestre, eu e meus dois colegas (nosso "trio") estavamos acompanhando o pré-natal de uma só paciente, a Luana, que estava grávida pela primeira vez. Muito dedicada, não faltava nenhuma consulta e fazia tudo que nós orientávamos. Tudo isso fez com que criássemos um vínculo médico-paciente muito prazeroso com ela. E claro, assim como ela, estavamos super ansiosos pela chegada da sua pequenina.

Nas últimas consultas, diagnosticamos pré-eclâmpia, como já estava com as 40 semanas de gestação e praticamente nada de dilatação, fomos orientados a solicitar sua internação para indução de parto no dia seguinte.  Como toda semana temos aula prática de neonatologia no hospital e durante esta devemos examinar um recém-nascido, fiquei torcendo para encontrar nossa paciente e sua bebê por lá, afinal queria ver o rostinho desta bebê tão esperada. 

Primeira coisa que fiz ao chegar no hospital foi procurar o nome da Luana e adivinhem??? Acheeei!!! Felizmente sua bebê nasceu um dia antes da nossa aula prática de neonatologia. Imaginem minha felicidade... A Ana Clara é linda, sério mesmo, nasceu muito lindinha e saudável. A Luana também estava bem e mais tranquila com sua filha já nos braços. Ganhei meu dia!


A medicina me proporciona sensações que nunca imaginei sentir. Poder fazer o papel de um dia ser, praticamente, uma obstetra e no outro, praticamente, uma pediatra, foi incríveeel! Tem como não se apaixonar por tudo isso?! :)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Pediatria: Minha paciente de hoje...

Oi pessoal!

Passei rapidinho só para mostrar a arte da paciente de 5 anos e 3 meses que atendi hoje no ambulatório de pediatria. 

Hoje acordei mais cedo, passei na livraria para comprar lápis de cor e uma revistinha para colorir. Que sorte!!! Pois, minha paciente já era grandinha e isso a interteu durante boa parte da consulta, que como já citei em posts passados, é super detalhada (= demorada). Ah, ela também fez um desenho para mim ("bolas" segundo ela). Olhem...


E no final da consulta, ela disse: "Gostei de você"! Essa foi a melhor recompensa :) Até mais...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sistema ABO e Rh x Isoimunização!

Olá pessoal!

Saber "o que é" e "como funciona" o Sistema ABO e Rh é indispensável quando se estuda ginecologia/ obstetrícia (GO) e pediatria, principalmente neonatal. Como estou vivendo praticamente SÓ isso ultimamente (exageradaaa rs.), resolvi revisar urgente com vocês. Então, vamos lá...

Sistema ABO

Existem antígenos (aglutinogênios) A e/ou B nas superfícies das hemáceas, se a pessoa for A, B ou AB. No tipo sanguíneo O não há aglutinogênio na superfície das hemáceas. No sistema ABO também existem os anticorpos chamados de aglutininas, que se desenvolvem espontaneamente no plasma após o nascimento e reagem contra os antígenos A e/ou B, ou seja, reage contra algo que o paciente não tenha. Exemplo: Paciente do tipo sanguíneo "A", então ele apresenta aglutinogênio A nas hemáceas e aglutinina Anti-B no plasma. Resumindo...

Traduzindo o desenho: Bolas vermelhas são as hemáceas e a cor amarela representa o plasma.

Na transfusão entre sangues incompatíveis, os anticorpos do plasma de um sangue reagem com os antígenos nas superfícies das hemáceas do outro sangue, causando aglutinação e hemólise. 

Sistema Rh

Há seis tipos comuns de antígenos Rh: C, c, D, d, E, e. O tipo "D" é o mais prevalente na população e mais antigênico que os outros antígenos. Assim, quando uma pessoa tem o "D" ela é considerada Rh positiva (tem fator Rh) e quando ela não tem o antígeno D é fator Rh negativa. Estes outros antígenos (que não D) podem causar reações nas transfusões sanguíneas também, porém mais brandas. 

O fator Rh positivo, geneticamente, é uma considerado uma Herança Autossômica Dominante (RR ou Rr) e Fator Rh negativo é Recessivo (rr).

Neste sistema, não há produção espontânea de anticorpos contra o fator Rh (aglutininas anti-Rh), isso só ocorre após uma pessoa sem o fator Rh (Rh negativo) entrar em contato direto com sangue de outra pessoa que tenha fator Rh (Rh positivo), tornando-se imunizada. Após exposições múltiplas poderá tornar-se "fortemente sensibilizada". A produção dessas aglutininas anti-Rh desenvolvem-se nas próximas 2 a 4 semanas após primeiro contato. 

Agora, vamos focar na gestação, ok?!


Se a primigesta (1ª gestação) tiver fator Rh (-) e pai da criança fator Rh (+), o feto poderá ser Rh (+). Nesse caso, a mãe produzirá anticorpos contra o fator Rh após contato com sangue fetal (transfusão materno-fetal), que geralmente ocorre no momento do parto. Porém, se ocorrer abortamento espontâneo ou induzido, traumatismo abdominal, placenta prévia, descolamento prematuro da placenta ou qualquer tipo de hemorragia intra-uterina essa transfusão materno-fetal ocorrerá antes do previsto.

Por isso a importância do acompanhamento com o teste de Coombs Indireto durante a gestação. Esse teste permite a identificação de anticorpos antieritrocitários no soro. Se a gestante já estiver sensibilizada, este será positivo.

Desde a década de 70, existe a imunoglobulina Anti-D ("vacina"), que é usada para profilaxia da isoimunização Rh, podendo ser usada durante o pré-natal ou parto, ou seja, até 72 horas após a primeira transfusão materno-fetal. Já ocorreu drástica redução de mortes por doença hemolítica pelo fator Rh desde então, mas infelizmente esta ainda existe.

Esse assunto é um pouco extenso, mas espero que tenham gostado! Até mais...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ambulatório de Pediatria: Tudo NOVO!!!

Oi queridos leitores,

Como já contei para vocês, estou no 8° semestre, onde estudamos principalemente Pediatria e Ginecologia/Obstetrícia (GO). Pois bem, hoje, na pediatria, atendemos nossa primeira paciente, a Giovana de 2 anos e 3 meses.

Gente, confesso que nesta nova etapa é tudo realmente NOVO! Imaginem, quem até o momento só atendeu adultos na clínica médica e na clínica cirúrgica, agora atendendo crianças?! Muito diferente. O prontuário precisa conter mais informações (super detalhadas) e o exame físico parece ser uma missão quase impossível (risos). A Giovana foi muito tranquila, antes de tocarmos nela, pois no momento da pesagem e do exame físico era preciso que ela tirasse o vestido rosa (fofíssimo) e quem disse que ela queria ficar sem roupa?! Ela não aceitava tirar a roupa por nadaaaa e já iniciava o berreiro, mas após umas 2 horas e meia de consulta deu tudo certo! Ela até fez uma arte (desenho) para mim durante essa maratona. Olhem que fofa...


Moral da história: No final da consulta conclui que pediatra sem dúvida nenhuma deveria ser mais valorizado, e claro, melhor remunerado.
Até mais :)
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