Mostrando postagens com marcador Aventuras do dia-a-dia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aventuras do dia-a-dia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de março de 2015

Recém-Formados: A Insegurança!

Olá queridos leitores,
 
Vocês sabem que estou amando a vida de médica, então não posso deixar de compartilhar as emoções da vida de recém-formada. Afinal, tudo é novidade!
 
Quando saimos na universidade a sensação de insegurança é super natural, praticamente todos passam por isso e Graças à Deus, este sentimento acaba rapidinho (risos). Confesso que tinha receio de Pronto Atendimento, ainda mais em hospital particular, mas por incrível que pareça, minha primeira oportunidade de trabalho foi exatamente esta, atuar como médica 24horas no PA de um hospital particular. E, simplesmente amei!
 
 
Falando nisso, atualmente, atendo pacientes de todas as classes sociais e todas as idades, trabalho em quatro lugares diferentes. O grande desafio do "particular" é responder todas as perguntas do paciente (risos), mas é ótimo poder oferecer o melhor, exames e medicações na hora. Já no SUS, o maior desafio é resolver o problema do paciente, os exames demoram meses e a variedade de medicações disponíveis são bem limitadas. Sempre ofereço a opção do melhor tratamento, mesmo para os pacientes do SUS, se eu achar que a eficácia será superior, mas também dou a opção da que é oferecida gratuitamente na rede SUS, claro.
 
Hoje, recebi a visita de um representante da industria farmacêutica. Foi minha primeira visita e foi ótima, não só por causa das amostras, que todos pacientes adoram (risos), mas por receber informações sobre novos medicamentos. Pois, outro desafio do recém-formado é a habilidade com os nomes comerciais dos medicamentos, pois aprendemos apenas o nome genérico (no curso de farmácia também foi assim). Isso é só um detalhe, que logo aprenderemos, inclusive a selecionar as marcas mais confiáveis.
 
Enfim, a insegurança é um sentimento natural logo após a formatura, mas acreditem, é passageiro. Não há nada melhor que trabalhar na profissão que ama e que se preparou por anos.
 
Sucesso!!!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Aventuras do dia-a-dia: O Parto Normal!

Olá queridos leitores,


Como não compartilhar com vocês um dos momentos mais emocionantes que vivi durante o curso de medicina?! Pois bem, desde que me aproximei da prática obstétrica, há 1 mês, venho me apaixonando por esta área. Acredita que até pensei em mudar minha opção de residência, de dermatologia para ginecologia/obstetrícia? Juro! 

Naquele plantão no Centro Obstétrico, fiquei responsável, logo cedo, em acompanhar uma adolescente de 15 anos, que estava iniciando o trabalho de parto do seu primeiro bebê. Ela perguntou: "Vai doer muito?", eu precisava ser realista, disse: "Sim, vai doer, mas logo que o bebê nascer a dor some, quando o dor vier respira fundo e concentrar a força na barriga, evita de perder força gritando, ok?!" Ela entendeu direitinho e fez corretamente, que até impressionou a equipe por tal maturidade e força.

Pouco antes do parto, já no final da tarde, fui escalada para o fazer (Meu Deus, meu primeiro parto normal!), não sei o que era maior, a minha curiosidade ou o meu medo. Claro, que a obstetra e a residente estavam do lado, orientando tudo. Quando a bebezinha saiu completamente nas minhas mãos, tive vontade de chorar (eu e minhas emoções...). Logo colocamos a bebê sobre a nova mamãe, a qual disse: "Que linda, minha mãe ficaria feliz em vê-la" (detalhe: a mãe dela já havia falecido), nessa hora meu olho encheu de lágrimas, mas concentrei, afinal o parto não havia terminado, faltava dequitar a placenta e revisá-la.

Logo depois do parto, ela confirmou: "Nossa, sofri tanto mas parece que sumiu agora".

Já eu "sobrevivi" ao parto normal e fiquei encantada. Apesar da correria e do cansaço do dia, voltei muito feliz para casa!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Nova Etapa: Obstetrícia!

Olá queridos e queridas,

Essas últimas duas semanas foram super intensas na medicina. Nossa, aprendi muitaaa coisa, tanto como profissional quanto pessoa. Prometo compartilhar um pouco dessas experiências nos próximos dias com vocês, ok?!


Finalizei o 9º semestre e comecei o 10º semestre de medicina, nesta semana. A especialidade a ser praticada agora é a Ginecologia/Obstetrícia. Posso adiantar que são muitas emoções (risos).

Gosto muito de crianças, então imagina ver os bebês nascerem?! Muito lindo!!! Claro, que as contrações uterinas não são agradáveis de ver, as mamães sofrem mesmooo...

Vi alguns partos normais e uma cesária hoje. No SUS o parto normal deve ser a primeira tentativa, no entanto, há exceções. Ao meu ver o parto normal é muito mais emocionante e a mãe parece estar ótima minutos depois, já a cessária é menos "sofrida", pois não sente dor durante o parto, mas em compensação após o parto, a mamãe sente dor sim, sem falar que a cirurgia também é um pouco "impactante". 

Todo caso, depois de tanta ansiedade e dor, quando as mamães olham para seus bebês, parece que os "sinos tocam" e qualquer dor desaparece no ar. 

Tudo indica que irei curtir bastante este novo setor!!! 

Prometo voltar em breve com mais novidades :)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Para os Pais: Seu filho tem medo de médico???

Oi pessoal!


Ontem aconteceu algo que me deixou muito surpresa e feliz... Chegando no Pronto Socorro (PS), de jaleco no estacionamento, uma menina de uns 3 aninhos chamada Talita, veio toda linda de uniforme e com um balão amarelo me abraçar, fiquei espantada na hora porque geralmente crianças correeem de médico. Ela tinha acabado de sair do consultório de um pediatra ali perto na presença da mãe, que me falou "A gente ensinou ela não ter medo de médico e nem de injeção", achei o máximo, já que mesmo com minha pouca experiência com crianças, percebo que elas não gostam nenhum pouco de médico.

Esses dias mesmo, eu estava entrando no (PS) e um menininho andando de mãos dadas com a mãe na minha frente, toda hora virava a cabeça para me mostrar a lingua, acreditam?! (risos). Outro dia, esperando para consultar, uma menina de 4 anos, Gabriela, puxou assunto comigo... Conversa vai, conversa vem, ela disse "não gosto de médico, porque ele me dá injeção". Claro que tentei convencê-la do contrário.

Concluindo, quem será que coloca essa história de "médico + injeção" (pacote leve 1 ganhe 2) na cabecinha dessas crianças, heim pais?! Por isso, peço a todos que convivem com crianças, NÃO INVENTEM essas histórias que só dificultam o atendimento. Afinal que criança nunca teve um resfriado por mais saudável que fosse e precisasse de um médico?!

Semestre que vem, estarei na pediatria, se Deus quiser. Haja criatividade com esses anjinhos :) Até mais...

terça-feira, 15 de maio de 2012

No Pronto Socorro: Trombose Venosa Profunda (TVP)!

Olá queridos leitores!

Vocês pereceberam que eu sempre tenho um caso do Pronto Socorro para contar?! Então, quem tiver oportunidade de frequentá-lo, vale a pena, sempre tem vários casos interessantes! Um caso que me chamou atenção ontem foi de uma jovem, 20 anos, com diagnóstico de Trombose Venosa Profunda (TVP). Ela deu entrada com o quadro de dor intensa e edema em membro inferior, dificuldade de deambular (caminhar), empastamento (rigidez da musculatura da panturrilha), pulso femoral, poplíteo e tibial reduzidos à palpação neste membro. Relata uso de anticoncepcional e viagem longa recente, nega tabagismo ou trauma. Então, vamos revisar alguns pontos sobre TVP...


A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma obstrução total ou parcial de um vaso pelo desenvolvimento de um trombo (coágulo), cuja formação é explicada pela Tríade de Virchow: Estase venosa (imobilidade, repouso, varizes), Hipercoagulabilidade (trombofilías, neoplasias, gravidez, anticoncepcional) e Lesão Venosa (trauma, lesão tecidual, inflamação). Os principais sinais e sintomas são: dor em membros inferiores (mais ocometidos), dor à palpação, edema, cianose, rubor (vermelhidão), pode apresentar aumento da temperatura e aumento da consistência muscular.


A formação do coágulo geralmente ocorre na panturrilha (50%). A TVP é considerada uma grande causa de morbidade e mortalidade nos pacientes hospitalizados. Além disso, outros fatores de risco estão associados como:
  • Hipercoagulabilidade (genético);
  • Idade acima de 40 anos;
  • Imobilidade e Síndrome da Classe Turística (viagens longas);
  • Obesidade;
  • Varizes;
  • Procedimento cirúrgico;
  • Anestesia geral;
  • Infecção;
  • Neoplasias;
  • Fraturas;
  • Insuficiência Cardíaca e Infarto Agudo do Miocárdio;
  • Gravidez;
  • Anticoncepcional.
No caso desta paciente, o principal hipótese é que a TVP foi desencadeada pelo uso do anticoncepcional, porém o fato de ter viajado recentemente e ter ficado muito tempo sentada, pode ter contribuído para o desenvolvimento do trombo.

O diagnóstico é clínico e o sinal de Homans (dor na panturrilha quando se faz dorsiflexão do pé) positivo deve prontamente atentar para a confirmação de TVP. Porém, a maioria dos trombos na panturrilha podem ser assintomáticos, assim se faz necessário a confirmação por exames laboratoriais (Dímero-D) e de imagem (Dúplex scan ou Ultrassonografia com doppler).

Quando falamos em TVP, logo pensamos nas complicações, que podem comprometer a qualidade de vida quando evolui para uma Insufuciência Venosa Crônica ou  podem desenvolver um quadro de Tromboembolismo Pulmonar,  que é mais preocupante por se tratar de um quadro súbito e que coloca em risco a vida do paciente.


Então, como prevenir?
  • O método mais simples é realizar exercícios físicos regularmete.
  • Já os pacientes pós-cirúrgicos devem andar o quanto antes (24-48h), se não for possível, podem utilizar aparelho de compressão pneumática intermitente, devem evitar ficar sentados muito tempo, a posição de trendelemburg ajuda no retorno venoso e se recomendado, podem utilizar meias eláticas.
  • O método farmacológico pode ser empregado em pacientes de risco moderado e elevado.

No caso desta jovem, devemos pensar em suspender o uso do anticoncepcional e orientá-la a utilizar outro método contraceptivo.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Aventuras do dia-a-dia: No Pronto Socorro!!!

Oi queridos colegas!


Vocês não vão acreditar, acho que minha curiosidade conspirou para que eu tivesse a oportunidade de conhecer a Fasceíte Necrosante, que eu até já postei aqui! Foi assim... Antes de eu entrar no centro cirúrgico para assistir a uma cirurgia de trauma, a mãe de uma paciente jovem que estava aguardando a cirurgia da mesma, falou: "Vocês conhecem fasceíte nescrosante? É bem rara, eu li na internet." Meu olho até bilhou na hora (como o do desenho ao lado, rs.). Então, ela mostrou aqueles nódulos subcutâneos endurecidos e escuros na região posterior da perna esquerda, muito diferente do que eu imaginava. A provável causa foi um trauma, pois ela caiu da gangorra recentemente. E melhor, assisti a cirurgia, que foi bem rápida.

Como eu falei, ontem fiquei a maior parte da aula no centro cirúrgico para assistir a uma cirurgia de trauma. A paciente tinha aproximadamente 35 anos, foi trazida pelo SAMU após acidente de moto e ela apresentava uma fratura exposta na perna direita (fratura de tíbia), a classificação segundo o cirurgião era do tipo IIIB. Foi a primeira vez que eu vi uma fratura exposta e uma cirurgia de trauma, que "teve direito" a furadeira e fixador externo (nada agradável de ver).

A foto  abaixo não é da paciente que vi, mas ficou mais ou menos assim...


Pessoal, mudando um pouco de assunto... Como é incrível a quantidade de acidentes de moto que vemos diariamente, não é mesmo?! Acho que quando passo uma tarde no PS, vejo pelo menos 5 pacientes acidentados por moto, uns só com escoriações e outros mais graves, com fratura exposta, contusão pulmonar-pneumotórax, ruptura do fígado e TCE grave. Deveria ter uma campanha do governo contra as motos, incentivando a compra de outros meios de transporte através de incentivo fiscal, finaciamento... ou com melhores meios de transportes coletivos, assim garanto que diminuiria os custos de saúde com esses pacientes e melhoraria a qualidade de vida de muitos, que é o mais importante!

Em breve postarei sobre Obesidade e Cirurgia Bariátrica :) Até mais...



terça-feira, 24 de abril de 2012

Aventuras do dia-a-dia: No Pronto-Socorro!

Oi pessoal!




Hoje passei a tarde no P.S. (Pronto Socorro) e vou contar um pouco para vocês... Neste ano entrei na Liga de Emergências Clínicas, confesso que não é uma área que desejo seguir, mas sei que preciso saber na prática como agir com esses pacientes, afinal tem que ser rápida!!! Hoje foi meu segundo dia como ligante e gostei bastante. Estou na fase de OBSERVAR tudo, prefiro não fazer nenhum procedimento invasivo por enquanto... Dica: O P.S. é uma "escola", então quem tiver oportunidade de frequentá-lo, aprende bastante, sempre tem um médico ou residente que gosta de ensinar, então "quem tem boca vai a Roma".




No primeiro dia fui sozinha. Hoje fui com uma amiga ligante (ela também foi minha companheira na faculdade de farmácia) e achei mais proveitoso, pois além da companhia, nós discutimos os casos baseados em prontuários. Alguns casos interessantes: Um senhor que sofreu acidente ofídico (picada de cobra); Um menino de 6 anos, atropelado por moto, que apresentava algumas escoriações e fratuta de tíbia D (perna direita); Um senhor que foi resgatado pelo SAMU depois de fugir do P.S. (aconteceee...); Uma moça com dor súbita e intensa no hipogátrico há 20 minutos com blumberg + (semana que vem descubro o diagnóstico, sai antes de fechar o caso)...

Outro caso bem marcante: Rapaz de 18 anos, com cefaléia intensa há 5 dias, recentemente encaminhado da policlínica ao P.S, com anisocoria (olho D em midríase), rebaixamento da consciência e hipótese diagnóstica de Aneurisma cerebral e AVE (com 18 anos???).  No hemograma apresentou, leucocitose (leuc:24.000) e neutrofilía; Líquor (1ª amostra) turvo porém negativo para bactérias; Hemocultura + para N. meningitidis e Líquor (2ª amostra) + para N. Meningitidis. Diagnóstico atual: Meningite bacteriana e trombose de seio intracavernoso (complicação).

Acompanhamos um residente de cirurgica, que nos ensinou a fazer acesso venoso central (punção de v.subclávia). Os dois pacientes, no qual observamos a técnica, eram de UTI. Um estava sedado e o outro não. Dica: Quando você for aprender a puncionar, prefira paciente de UTI que esteja sedado, pois você ficará mais tranquilo (ou menos nervoso!). Além de saber a técnica, sempre devemos lembrar de olhar TAP e TTPa, que devem estar normais, se não, evite puncionar naquele momento, porque pode ocorrer mais complicações se houver contra-tempos durante o procedimento, como sangramento intenso.

Então, fica a dica, aproveitem para aprender no P.S. durante a faculdade, independente de participar de Liga de Emergência ou de Trauma, no mínimo você adquire mais experiência e autoconfiança. Boa sorte! Até mais :)



sábado, 3 de março de 2012

Campanha: Compartilhe seu caso clínico!

Oi pessoal! 

Estava pensando... A discussão de casos clínicos ajudam muito na aprendizagem, pois integra teoria com a prática, então tive a idéia da Campanha: Compartilhe seu Caso Clínico... É assim:

Se tiver algum caso clínico interessante para relatar, de preferência que você vivenciou e deseja compartilhar, envie no meu email curtindoamedicina@gmail.com , que irei postar no blog em sua autoria.

Preciso do nome, semestre (se estudante) e universidade ou estado.

Não precisa ser nada formal. A finalidade é compartilhar experiências! Participem :)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

No Pronto Socorro... Caso de Cetoacidose Diabética!


Olá pessoal!


Essa semana foi minha primeira aula no Pronto Socorro, sem muita emoção (Ufaaa!), mas vi um caso interessante de Cetoacidose Diabética, que apesar de já ter estudado sobre o assunto na Clínica Médica, nunca tinha visto. Tive um contato rápido com a paciente, então vou relatar o caso superficialmente para vocês.

A paciente é jovem, 20 anos, diabética insulino-dependente, deu entrada no dia anterior no P.S. com dispnéia intensa, hálito cetônico e desorientada, com pH= 7,02 (Normal =7,35-7,45), pO2=98%, Fr 44irpm (taquipnéica), glicemia 530g/dL. No dia seguinte (dia que a vi) os sintomas estavam mais estáveis, com pH= 7,29, pO2 = 89%, Fr 23irpm. A medida terapêutica foi hidratação, insulina NPH e Regular. 

Detalhe!!! Essa é a terceira vez que ela recebe atendimento no P.S. com esse quadro em 2 meses, sendo que ela recebeu alta há 2 dias e retornou ontem. Ela disse que estava se sentindo fraca e sua mãe fez um escaldado com fubá para ela depois que chegou em casa (fubá = carboidrato, ou seja elevação da glicemia), no outro dia, sentiu muita falta de ar (dispnéia) e voltou desacordada para o P.S. Ela disse que as vezes esquece de aplicar a insulina e não consegue fazer dieta. Apresenta rotineiramente polifagia (muita fome), polidipsia (muita sede) e poliúria (urina muito), que são sinais de descompensação diabética.

No caso dela, que não sabe a gravidade do caso, a importância da dieta e da aplicação correta da insulina, acredito que uma atenção primária à saúde (ambulatório, PSF) ajudaria muito, com orientações sobre o tratamento e acompanhamento médico regularmente, até mesmo para adequar a dosagem de insulina necessária. A família também precisa ser orientada para poder ajudá-la. Vale ressaltar que pacientes diabéticos podem descompensar por outros motivos, como infecção por exemplo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Atendendo no Ambulatório de DIP - Sífilis

Oi pessoal!

Hoje atendi no ambulatório de DIP (Doenças Infecto-parasitárias), a Sra L.P. de 45 anos, casada (com caminhoneiro há 30 anos), que foi encaminhada por apresentar alteração no exame de sangue (VDRL- reagente 1/4) ao fazer os exames admissionais. Ela relatou que há 20 anos também apresentou essa alteração neste mesmo exame durante uma avaliação pré-operatória (ou seja, diagnosticou por acaso) e fez tratamento na época com Benzetacil (37 aplicações, acreditam??? O certo é de 1 a 3 doses).

O VDRL é um exame para auxiliar no diagnóstico de Sífilis. Quando a doença está ativa os títulos de diluição são elevados (1/64) e quando sugere "cicatrização imunológica" (já teve contato com o Treponema pallidum, mas já tratou e curou) os títulos são baixos (1/2 ou 1/4). Porém o VRDL não é especifico para essa doença, podendo apresentar falso-positivo nos casos de idosos, lúpus, mononucleose, artrite reumatóide... O exame imunológico mais específico e sensível para sífilis é o FTA-Abs, após contato com a doença torna-se reagente para o resto da vida.

Nossa conduta foi solicitar o FTA-Abs só para excluir um falso-positivo, já que ela fala que os exames do marido sempre foram Não Reagente. Como a história clínica da paciente indica que ela já teve contato há anos com a doença, o esperado é vir o exame reagente. Encaminhamos a Sra L.P. para acompanhamento com a Ginecologia, pois relata não fazer acompanhamento há 17 anos.

 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

É o 4º ano... lá vamos nós!

Oi galera!!!

    Fim de férias, estava tudo muito bom, sem estresse, maaas já está na hora de voltar a correria... E como acontece com a maioria dos alunos, também estou supeeer empolgada para começar o 4º ano, afinal é o ultimo ano antes do internato. Estou com vários planos, querendo fazer tudo junto, pensando na residência, falando nisso, decidi fazer dermatologia (por enquanto rs.), ou seja tenho que estudar muito e "rechear" meu currículo, pois a concorrência está altíííssimaaa!!!
    Desde ontem estou super ansiosa para o início das aulas (desde quando estou com idade para isso, né?! rs.) e hoje, no primeiro dia, não teve aula de cirurgica de manhã e nem terá a tarde, só aula de Urgência  a noite, resumindo acordei cedo a tôa, mas o lado bom de ter ido cedo foi que confirmei o horário de uma matéria que estou devendo e preciso fazer urgenteeee, Psicologia Médica do 2º semestre, pois é, acabei deixando-a de lado para puxar as outras matérias mais importantes (no meu ponto de vista), como neuro, clínica... e ela ficou para trás, na verdade meu horário é diferente do normal, como fiz farmácia aproveito matéria (além disso aproveitei um semestre), então vou puxando as do semestre da frente nos meus horários vagos, isso acontece com todos que já fizeram algum curso na área de saúde.
   Ah, outra coisa interessante, como postei no post sobre o ENADE, aconteceram algumas mudanças na minha Faculdade de Medicina no final do ano, inclusive  contratação de um novo diretor e gostei muito de ver o diretor no nosso bloco hoje, tentando resolver alguns imprevistos com a gente, acho importante um líder "caminhar" junto, ouvir e mostrar que quer o melhor para a sua equipe, isso passa mais credibilidade, se ele estiver nesse caminho será muito bom para todos.
    Entããooo, que venha o 4º ano e que eu continue com essa animação toda atééé o ultimo dia de aula (Deus me ouça!!!), afinal o pensamento positivo conta muito! Até mais...
   


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

"MEDICINA: Existem razões para acreditar...

...momentos bons são a maioria!" Vi essa frase essa semana no facebook de uma colega, afinal motivação é sempre bem vinda!

     Quando decidi fazer medicina, depois de terminar o curso de farmácia, muitas pessoas me achavam louca, afinal começar tudoooo de novo, ainda mais medicina?! Hoje estou terminando o 3º ano, metade do curso, passa rápido apesar de todo semestre terem aqueles desafios básicos que parecem nunca terem fim. Confesso que desanimei muitas vezes, principalmente depois de estudar dias e noites para "aquela" prova e ver que o resultado não foi bem como eu esperava.  E as provas orais super tensas que seu semestre depende dela?! O nervosismo toma conta... Não gosto nem de lembrar!!! Mas pelo menos semio e clinica  já eram :)
     Quando sabemos o que queremos e que já estamos no caminho, temos mais força para continuar. Medicina é um curso bem puxado mesmo, mas quando acertamos, somos valorizados e conseguimos melhorar a qualidade de vida de um paciente, o cansaço é quase imperceptível e a vontade de continuar sobressai.  Além do mais, temos mercado para trabalhar, somos valorizados e bem remunerados.  Realmente, "Medicina: Existem razões para acreditar... momentos bons são a maioria!" Enquanto as férias não chegam...



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Atendendo no ambulatório...


Oi pessoal!

    Hoje atendi uma senhora muito querida no ambulatório, ainda demoro muito para concluir a consulta, atendi a senhora em 2 horas, se eu já fosse médica estaria enrolada (risos).

   Ela tem 75 anos, hipertensa descompensada, diabética, tem osteoartrose, dislipidemia e uma dor nos membros inferiores que a encomoda muito, acredito que seja a artrose nos joelhos. Ela teve um pico hipertensivo esses dias, ficou desorientada e com cefaléia de elevada intensidade no lobo temporal esquerdo, acho que o filho dela ficou bem preocupado, até organizou os medicamentos dela, para que ela tomasse certo. Hoje ela me falou que as vezes esquecia de tomar os remédios da pressão. Achei ótimo e fundamental ele ter feito isso para ela.
  Quando os pacientes nos procuram eles omitem muitas coisas, até falam que fazem dieta e tomam certinho os medicamentos mesmo quando não os fazem, assim atrapalha nosso trabalho e o tratamento. Neste caso por exemplo, a PA dessa senhora estava alta há uns meses, hoje já esta próxima do normal, porque começou a fazer direito o tratamento. Os idosos precisam de atenção, principalmente com a saúde, por mais independentes que sejam.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...