domingo, 24 de janeiro de 2016

Mãe Médica: Amamentação na Prática!

Olá pessoal!

Como sabem sou super incentivadora do Aleitamento materno, participei de estágio voluntário no Banco de Leite durante a Faculdade de Farmácia, aprendi muito sobre o assunto durante a Faculdade de Medicina e já fiz campanha aqui no blog Aleitamento Materno é Tudo de Bom. Agora meu baby boy Bernardo nasceu, e a amamentação na prática?!
 
Quando conversava com as novas mamães, elas falavam que no início era difícil amamentar, mas não falavam qual era o problema e como o solucionava. Assim,  resolvi compartilhar com vocês, colegas da área da saúde, mães e futuras mamães, qual foi minha principal dificuldade.
 
No 3º dia de vida do Bernardo, quando o leite realmente apareceu (antes era o famoso colostro), ele começou a recusar a amamentação. Chorava muito e não pegava o seio. E claro, a mãe chora junto, como as pessoas falam. 


Comecei a buscar o que estava acontecendo... Afinal, a sucção dele era boa, eu tinha leite, mas a posição estava errada?! O seio estava muito "cheio"?! Ambos dificultam a amamentação.
Então, usei aquela Bomba Tira Leite Manual da Avent (sem conflito de interesse), o que ajudou na mastalgia e facilitou a pega, logo começou a aceitar a amamentação, parecia um milagre!!!  Coencidência ou não, minha amiga logo passou exatamente pela mesma situação. Isso deve ser mais comum do que eu imaginava. 

Outra dica é o uso da pomada Lansinoh para evitar ou cicatrizar fissura mamilar, sempre que necessário ou entre as mamadas. Não precisa retirá-la ao amamentar.

Agora é só beber muita água e comer bem para continuar produzindo leite. Descansar também é indicado, mas isso é mais complicado neste momento rsrs. 

Aos poucos vou postando a vida real de uma mãe médica, comparando a teoria com a prática. Nem preciso dizer que estou fazendo um "intensivão" para os próximos plantões de pediatria, né?!

Até mais!!!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A Vida Real do Médico: Profissional e Pessoal!

Olá queridos e queridas,

Ontem estreou a nova série no Fantástico, "Residentes 1", onde acompanham a vida de seis jovens médicos que acabaram de formar e estão cursando o 1º ano de Residência Médica. 


Achei incrível, sabe por que?! Há muito tempo que não ouvia na mídia algo sobre a vida real de um médico, expondo a vida profissional e seu lado humano. Por mais que todos saibam, muitos esquecem que também ficamos doentes, que lutamos muito por nossa profissão a ponto de deixar nossa família e saúde em segundo plano e que também sofremos, é claro. 

Confesso que até fiquei emocionada (coisas de grávida rsrs). Lembrei de muitas coisas que vivi no internato, uma fase de muito aprendizado prático e extremo cansaço... Na série, mostrou a rotina de uma médica R1 de Ginecologia/Obstretrícia, diabética insulino-dependente, que abre mão da própria saúde,  permanecendo, sem comer, durante horas ao lado da gestante momentos antes de dar a luz. Na hora pensei: "Nossa se eu já sofria com a horas sem comer e sem dormir, imagine ela"?! 

Enfim, fiquei feliz com essa série, quem sabe muitos começam a ver um pouco da vida real do médico tal como ela é. Todas as profissões merecem ser valorizadas, principalmente aquelas que o ser humano abre mão do "eu" pelo próximo. 
 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Ano Novo: Residência Médica + MEDCEL!

Olá queridos e queridas,


O final do ano de 2015 se aproxima, assim como um Novo Ano, cheio de planos e sonhos. Amo essa sensação e estimulo meus pacientes a aproveitar essa "ideia" do "novo" para fazer metas. Vocês já renovaram suas metas?! Eu já!

Nesse próximo ano, as principais metas são cuidar como muito amor do meu babyboy que irá nascer em janeiro e voltar a maratona de estudos para prova de Residência Médica até março. Como vocês sabem meu grande sonho é ser Dermatologista. 

 Para alcançar essa meta, já comprei os livros Extensivo Medcel para meus estudos de 2016 e claro, aproveitei a super promoção 70% OFF, aproveitem!

Conheci os cursos Medcel através de uma colega ainda Faculdade de Medicina. Amei a praticidade de assistir as aulas onde e quando quiser, no caso, assisti algumas com ela durante nosso plantão noturno. Logo, realizei minha matrícula no Intensivo e simplesmente AMEI!  

A qualidade das aulas, com direito à reprises até o último dia do ano, o livro de resumos e os com questões das principais provas do país, as dicas "coringas", tudo extremamente organizado e com uma didática indiscutível, fez total diferença no momento que estava realizando as provas. 

A minha pontuação não foi suficiente apenas para Dermato, uma das especialidades mais concorridas e com alto nível de acertos. Já para Clínica Médica, Cirúrgica, Pediatria... e até Oftalmologia (em uma das provas), eu estava dentro, mas meu sonho é Dermato mesmo. E apesar de não conquistar meu objetivo principal, fiquei muito feliz com o resultado, afinal era meu primeiro ano de provas.

 Este ano, comecei a fazer o Extensivo Medcel e também amei, mas confesso que acabei empolgando com os plantões e depois resolvi ter meu baby, assim faltou um pouco de tempo (foco) para me dedicar mais. Porém, este próximo ano promete... Quanto mais eu trabalho, mais vejo a necessidade de ser especialista (e, logo). Lembrando que o Extensivo Medcel 2016 está ainda melhor. Não vejo a hora de começar 2016!

Então, vamos lá galera, foco, metas e muita determinação! 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Quero ser médico, mas não posso ver SANGUE - Parte 2!!!

Olá queridos e queridas,

Resolvi postar novamente sobre este tema supeeer polêmico e acessado no blog... Muitos leitores perguntam sobre o assunto e confesso não estar conseguindo respondê-los. Então, chegou a hora de conversarmos sobre esse desafio, principalmente agora, depois de concluir a faculdade de medicina.

Há quase 3 anos, estava entrando no internato e nem "sonhava" o quanto seria intenso meus desafios quando postei: "Quero ser médico, mas não posso ver SANGUE" não imaginava que tantos colegas passavam por isso também! Hoje comecei a lembrar meus medos e limites no início do curso de medicina... Os que tiravam meu sono era  "ver sangue" e "ver pessoas morrendo". Pensei várias vezes como faria para terminar o curso sem passar por esses "medos". 

A Faculdade de Medicina é envolvente, quando você vê, você já está vivendo, respirando e sonhando com medicina 24 horas por dia. Claro que senti mal e chorei (mil vezes) com esses e outros desafios da profissão, mas eu sempre soube que eu iria continuar, até o fim. Como eu disse, depois que você é picado pelo bichinho da medicina, já era, não existe desistir!

Hoje, lembrando, parece que não foi tão "sofrido" assim, pelo contrário, vejo que fui sendo preparada conforme os anos nessa profissão (estudante/médico). Hoje não participo de cirurgias, mas já participei de várias durante o internato, inclusive de cirurgias oncológicas e parto cesárea. Fiz parto normal, até o famoso "pic" durante o parto normal tive que fazer às 3 horas da manhã, durante meu plantão de 24 horas no Centro Obstétrico. Já vi pessoas morrendo, já dei notícias sobre o falecimento de ente querido, já assinei atestado de óbito como médica, claro que fiquei mal, mas dai eu respiro fundo e continuo na luta pelos momentos felizes que só a medicina proporciona. São reais "dias de luta, dias de glória".
 
Para quem realmente deseja viver isso, simplesmente viva, é bem como dizem: "O que não te destrói, te fortalece". Jamais vou desestimular alguém a fazer medicina e ser médico, seja qual for o motivo!

Sucesso à todos!
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